O site da Senhor LowCarb Blog utiliza cookies. Saiba mais sobre nossas Políticas de Cookies clicando aqui. Ao navegar você concorda com a sua utilização.
Saiba mais sobre os cookies em nossa Advertência Jurídica e Políticas de Privacidade

Low Carb: O Que é? Como Fazer? Funciona mesmo?

Thumb Low Carb: O Que é? Como Fazer? Funciona mesmo?

Se você não estava dando uma voltinha por outro planeta nos últimos 5 anos, é bem provável que já tenha se deparado com pelo menos um artigo ou vídeo na internet falando sobre a dieta Low Carb. Ou, mais provável ainda, sobre sua “prima” um pouco mais velha, a Paleo Diet.

 Na verdade, o termo Paleo Diet já se tornou até marca registrada, com direito a ™ e tudo. O detentor dos direitos dela é Loren Cordain, um cientista americano formado pela Universidade de Utah. Sua abordagem consiste em se alimentar da forma mais parecida possível aos alimentos consumidos por nossos ancestrais, eliminando tudo que foi introduzido recentemente na alimentação humana. (Por “recentemente” deve-se entender: tudo que começamos a comer há menos de 10 mil anos, o que inclui até mesmo o sal!) Por isso ela ganhou o apelido de “dieta das cavernas”.

Mas mesmo a Paleo Diet faz parte de um contexto mais amplo. Trata-se do universo das dietas de baixo carboidrato, ou simplesmente dietas Low Carb, em inglês.

O conceito de que mais gostamos

Low Carb, pelo menos por quem a pratica, não é visto como uma “dieta”. Está mais para um estilo, ou uma estratégia alimentar. Por isso, é mais correto falar em alimentação low carb do que em dieta low carb. Isso porque a palavra dieta ganhou certa conotação errada ao longo do tempo. Dieta de South BeachDieta RavenaDieta da Sopa e muitas outras são alguns exemplos trágicos disso.

Afinal, o que é essa tal de Dieta Low Carb?

Respondendo de maneira clara e objetiva, é um estilo de alimentação onde se busca reduzir ao máximo os carboidratos ingeridos, aumentando proteínas e gorduras naturais. Se você chegou até aqui, é provável que esteja realmente interessado em entender do que se trata a alimentação low carb. É bem provável também que esteja acima do seu peso ideal (ou, pelo menos, do seu peso desejado). E é mais provável ainda que você já tenha tentado alguma outra dieta para emagrecer, mas não obteve sucesso. A boa notícia é que você está prestes a descobrir por quê não deu certo antes, e por quê pode dar certo agora!

Infelizmente, tudo o que a ciência da nutrição sabe e repete nos dias de hoje está construído sobre um fundamento falso. Esse fundamento é o famoso balanço energético, ou balanço calórico.

“Low Carb é um estilo de alimentação onde se busca reduzir ao máximo os carboidratos ingeridos, compensando-os pelo consumo de proteínas e gorduras naturais.”

Colocando em Pratos Limpos

Na prática, o balanço energético é a ideia (com a qual todos já estamos acostumados) de que basta comer pouco e se exercitar muito para perder peso. Ou seja, se o seu gasto calórico (energético) for maior do que a sua ingestão calórica, você se tornará um indivíduo magro. Só que, infelizmente, não é tão simples quanto parece!

Calorias x Macronutrientes

Carboidratos são um tipo de macronutriente. Os outros dois tipos principais são as proteínas e os lipídios (gorduras). Há também as vitaminas e os minerais, e para os amantes de um bom vinho, não podemos esquecer dos álcoois. Mas vamos nos concentrar nos três primeiros, pois cerca de 90-95% das calorias ingeridas por nós, seres humanos, se encaixam em uma dessas três categorias.

Na pirâmide alimentar clássica, que é o modelo de nutrição recomendado por 10 entre 10 países ocidentais (e na maioria dos orientais também, infelizmente), os carboidratos ocupam posição de destaque, sendo recomendado que entre 55% e 65% das calorias diárias venha exatamente deles.

As proteínas ficam com apenas 15% a 25% das calorias diárias; as gorduras, pobres coitadas, têm um espaço mínimo, de 10% a 20% da ingestão diária recomendada. Esses conceitos foram martelados tantas vezes em nossa cabeça que simplesmente ninguém os questiona. Entretanto, você já parou para pensar se for justamente esta recomendação a responsável pela explosão das doenças que vimos se tornarem epidemias ao longo do século XX?

Alimentos Novos, Doenças Novas

Se pararmos para pensar, câncer, diabetes, obesidade, hipertensão e síndrome metabólica não eram grandes preocupações há 100 anos. A bem da verdade, talvez nem mesmo há 60 anos. Poucas eram as pessoas que travavam uma eterna luta – sem sucesso – contra a balança. Casos de câncer no esôfago, na laringe, no estômago? Raridade. Claro, você pode argumentar que hoje, com a internet, as notícias se espalham muito mais rápido, então sabemos de tudo com muito mais facilidade do que a 60 anos atrás.

Mas de fato não havia registros, até um passado recente, de preocupações da comunidade médica e científica sobre epidemias de obesidade em nenhuma população ao redor do mundo. Hoje, por outro lado, a obesidade é a segunda maior causa de mortes evitáveis no mundo, perdendo apenas para o tabagismo. Muitos pesquisadores acreditam que essa epidemia teve origem graças às mudanças na dieta ocidental nas últimas décadas. O trigo que comemos hoje simplesmente não é o mesmo que nossos avós conheceram. Antes dos anos 50, o grão de trigo comum possuía cerca de 3% de glúten em sua composição. Esse percentual hoje gira em torno de 20%, graças a alterações genéticas realizadas nos EUA nos anos do pós 2ª Guerra Mundial, com a nobre justificativa de elevar a produtividade para fornecer alimento mais barato à população.

Complete a Frase: “de boas intenções, …”

Infelizmente, várias foram as consequências desta escolha, e nem todas positivas. A alimentação Low Carb, como uma estratégia de reeducação alimentar, busca resgatar a forma de comer de nossos ancestrais. Não buscando referências tão distantes, como as da dieta paleo. Mas, talvez, como comiam nossos bisavós ou trisavós. Sem tirar a pele do frango, sem medo da gordura natural dos alimentos. Provavelmente sem adoçar o café e comendo pães e bolos apenas em (poucas) ocasiões especiais. Cereal açucarado pela manhã? Nunca ouviram falar. Donuts? Muito menos. O café da manhã ideal seria um belo copo de leite gordo, frutas, ovos, talvez uma fatia de queijo e café preto. Comer Low Carb é comer simples. E evitar os refinados. Simples assim!

Envie seu comentário:

Você também pode gostar:



Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE